Cresce o turismo de negócios - 30/07/2006

Pesquisas apontam que a capital paulista é a melhor cidade da América Latina para se fazer negócios. Só no ano passado, a metrópole recebeu nove milhões de pessoas, que participaram de eventos de negócios. Segundo a Fundação São Paulo Convention and Visitors Bureau, o turismo trouxe para a economia da cidade R$ 8 bilhões.

Para atender os empresários e executivos que vão a São Paulo trabalhar, a agência de Luciano de Abreu se especializou em turismo de negócios. O empresário está no ramo de turismo há 20 anos. Ele começou como guia no Nordeste e depois trabalhou em países da Europa. E foi no exterior que ele conheceu o turismo de negócio. Em 1991, Luciano voltou ao Brasil e abriu uma agência especializada neste tipo de atendimento. “São Paulo é uma cidade de negócios. E no início sentimos que estava faltando esse tipo de serviço para atender os executivos que vinham a negócio em São Paulo”, recorda Luciano.

O primeiro passo foi fazer parceria com hotéis, que atendem o mercado corporativo.

“Se o hospede está querendo ir para um teatro, providenciamos os ingressos, o traslado. Após o teatro, se ele quiser passar no restaurante, providenciamos até mesmo a reserva”, revela.

A estrutura da agência de Luciano de Abreu é pequena e as vendas são feitas por telefone.

“Normalmente os turistas fazem um tour de 6 horas, onde eles conhecem um pouco da cidade, os pontos turísticos e fazem também parada em algum restaurante”, explica a atendente Natalia Mainardi.

Os clientes também podem optar pela Internet.

“Ele pode mandar um e-mail ou então o chat disponível em nosso site. É só o cliente dizer o que necessita aqui na cidade de São Paulo ou em outra cidade, que providenciamos o resto”, diz o atendente Jorge da Rocha.

O serviço mais procurado é o transfer de executivos – um tipo de motorista exclusivo. Este atendimento representa 80% das vendas da empresa e custa em média R$ 150. Duas vezes por semana, o gerente comercial Paulo Mello contrata o serviço.

“Eu tenho um motorista que já sabe as vezes que venho. Se estou na cidade, ele já sabe meus horários, conhece o itinerário, além da questão da segurança, que é fundamental para este tipo de serviço. Isso facilita bastante”, opina.

“Nós mostramos uma parte da cidade, pois muitos não conhecem o local. Então, levamos eles às empresas e acompanhamos o dia a dia dos clientes”, explica o motorista Absolon de Carvalho.

De acordo com o consultor de empresa Toni Sando, as parcerias são fundamentais no turismo de negócio.

“O pequeno empresário faz parte de toda essa cadeia. Na verdade, um negócio efetuado em um evento, em um hotel, em um centro de convenções ou num centro de pavilhões precisa muito ter empresas paralelas para viabilizar um evento”.

Uma parceria de sucesso foi a do produtor musical Rosivaldo Batista e do chefe de cozinha Cristophe Besse. Há três anos, eles uniram as experiências e abriram uma casa de espetáculo, com serviço de restaurante. Os shows misturam a música e as comidas típicas do Brasil.

O investimento para montar foi de R$ 200 mil.Os empresários contrataram cozinheiros, músicos e bailarinos. No total, 80% dos clientes são turistas estrangeiros. E como a maioria deles conhece o Brasil pelas famas do futebol e do samba, os empresários montaram uma casa bem temática. O local lembra um barracão de escola de samba e tem até fantasia de Carnaval pendurada na parede.

“As fantasias são de escolas campeãs, alas de escola de samba. Os estrangeiros têm a necessidade de sentir o Carnaval próximo e essa casa veio a ser isso. O cliente vem, interage com o show e participa de um Carnaval aqui no Brasil”, comenta Rosivaldo Batista.

Os turistas compram os ingressos em agências de viagens ou no próprio hotel, onde estão hospedados. A entrada custa R$ 160. Na casa de espetáculos, os clientes assistem aos shows e ainda conhecem a comida brasileira. Tem o caldinho de feijão, de sururu, a carne seca com abóbora, pastéis e canapés.

“Nós começamos com pratinho de canapé e enfatizamos muito o produto brasileiro. Um canapé com camarão, canapé com palmito”, fala Cristophe Besse.

O show começa com uma baiana que ensina os turistas como se faz a nossa tradicional caipirinha. Depois, começam as apresentações, que duram em média 1h30min. Por fim, o show das mulatas e do casal de porta-bandeiras e mestre-sala.

“O mais importante é ter atividades, alegria! O espetáculo me emocionou muito e a todo grupo chinês. Foi muito bom!”, vibra o turista Wan Wong.

 

 

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