Campos do Jordão (Montanhas)

Que tal desfrutar do clima de montanha da Serra da Mantiqueira? Um dos destinos preferidos de casais apaixonados, que buscam um pedacinho da europa com um toque brasileiro. Também é bastante procurada po...

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Campos do JordãoEm 1703, o sertanista Gaspar Vaz da Cunha, por ordem real, abriu um caminho que se estendia desde o Vale do Rio Sapucaí até a cidade de Pindamonhangaba, o objetivo desta empreitada era transportar o ouro das Minas de Itajubá, uma cidade mineira. Apesar de mais tarde este caminho ter sido fechado, o “ Oyaguara”, como também era conhecido, fincou raízes na região, transformando-a em importante centro de criação de gado.

Em 1771, atraído pelo maravilhoso clima e vegetação ímpar da região, Ignácio Caetano Vieira de Carvalho resolveu aqui se estabelecer e consigo trouxe seus três filhos. Quase duas décadas se passaram, quando em 27 de setembro de 1790 através de uma carta enviada ao Governador da Capitania de São Paulo, requereu e obteve com sucesso uma sesmaria referente a área atual de Campos do Jordão, fundando a Fazenda Bom Sucesso, depois conhecida como "Campos do Ignácio".

Campos do JordãoA cidade deve seu nome ao brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão, ele que nem a conheceu, tendo recebido em hipoteca as terras de Ignácio Caetano, em 1823, batizando-as de Fazenda Natal, dada a proximidade das festividades natalinas no ato da escritura, que no ano de 1825 ficou conhecida como "Os Campos do Jordão". Com a divisão das terras após sua morte, em 1827, o português Matheus da Costa Pinto, morador de Pindamonhangaba, ficou com uma área à beira do Rio Imbiri (região próxima à Vila Jaguaribe), ali instalando uma escola, uma capelCampos do Jordãoa, um pequeno comércio, uma pousada e uma pensão para "respirantes" – como eram chamados os que sofriam de problemas respiratórios. Surgia a Vila de São Matheus do Imbiri onde a colonização se iniciou, dando motivo para Matheus da Costa Pinto ser considerado o fundador da cidade. Com o crescimento desse primeiro povoado, o bairro, logo depois chamado Vila Velha, transformou-se em Vila Jaguaribe, em 1891, como homenagem a Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho, médico, deputado e escritor, que defendeu, com ajuda dos artigos assinados por Quintino Bocaiúva, Theodoro Sampaio e Dom José Pereira da Silva Barros entre 1896 e 1911, a ideia de transferir a Capital da República para Campos do Jordão.

Da pequena Vila Jaguaribe, a cidade estendeu-se pelo vale do ribeirão Capivari dando origem a outros bairros (que hoje formam os principais núcleos da cidade de Campos do Jordão), urbanizados pelos pioneiros Robert John Reid - Vila Abernéssia e o Embaixador José Carlos de Macedo Soares - Vila Capivari.

No início do século XX, o fato do clima local apresentar altos níveis de oxigênio, aliado as baixas temperaturas da região, a cidade passou a ser referência no tratamento de tuberculose, a partir desta época foram criados sanatórios para tratamento da doença, sendo o primeiro o Divina Providência em 1929.

Nos meados da década de 40 Campos do Jordão já possuía 14 sanatórios e as dezenas de pensões nas vilas Abernéssia e Jaguaribe costumavam completar os leitos, sempre insuficientes para acolher todos os enfermos. Nesta época a cidade passou a atrair médicos e pacientes de todo o país, alguns destes, políticos influentes e grandes empresários, que em função dos longos períodos que o tratamento exigia, fixaram residência e trabalho na cidade, colaborando e muito com o desenvolvimento da região.

Campos do JordãoA procura do clima por personalidades do mundo social e empresarial, principalmente de São Paulo (o maior centro industrial da América Latina), que aqui vieram construir suas casas de veraneio, começou a mudar a fisionomia da cidade, que passava de cidade-saúde para cidade-turismo. É claro que além do clima, outros fatores contribuíram para essa transformação:

Campos do JordãoA construção do Palácio do Governo, que foi iniciada em 21 de julho de 1938, quando o Dr. Adhemar de Barros era Interventor Federal no Estado e somente foram concluídas 26 anos depois, em 1964, quando este voltou a governar São Paulo;

A construção de hotéis exclusivos para turistas, como o Grande Hotel, construído em 1944 pelo Governo do Estado, no qual foi instalado no ano seguinte um cassino que funcionou até 1946. Outros hotéis de classe internacional também surgiram nesta época, como o Hotel Toriba em 1943, o Hotel Rancho Alegre em 1946 e o Hotel Vila Inglesa em 1947;

O zoneamento, com a localização dos sanatórios fora da zona urbana e a proibição de pensões para doentes em zonas residenciais, eram garantias de que os enfermos ficariam confinados nos hospitais, podendo então os turistas usufruírem da cidade sem o receio de contágio. Estes, por sua vez, para se hospedarem nos hotéis, tinham de apresentar atestados de saúde, sendo que alguns hotéis como o Grande Hotel e o Toriba, tinham inclusive instalações de Raio-X.

O avanço da medicina que introduziu o tratamento quimioterápico em doenças pulmonares tornando secundário o fator clima e a desativação dos sanatórios exclusivamente para tísicos apagaram os últimos vestígios do primeiro ciclo de Campos do Jordão, o Ciclo da Moléstia.

Campos do JordãoCampos do JordãoEm 1957, Campos do Jordão recebeu o título de “cidade do melhor clima do mundo”, em um Congresso de Climatologia realizado na cidade de Paris, superando cidades como Davos e Chamonix, a famosa estância francesa, com isto a cidade fechava com chave de ouro sua vocação para estância turística.

Com o crescente fluxo de turistas o Estado começou a investir na Estância com a instalação de equipamentos turísticos e realização de eventos artístico-culturais. A Estrada de Ferro Campos do Jordão, passou de meio de transporte de doentes a prestadora de serviços turísticos, operando trens de luxo entre Pindamonhangaba e Campos do Jordão e bondes urbanos em fins de semana, feriados e temporadas, as antigas gôndolas foram transformadas em auto-trem para transporte de automóveis. Em 1971 foi instalado o teleférico no Morro do Elefante e o controle da ferrovia passou da Secretaria de Transportes para a Secretaria de Turismo.

O Festival de Inverno, que teve sua origem nos "Primeiros Concertos de Inverno de Campos do Jordão", realizados de 24 de julho a 1º de agosto de 1970 no Palácio Boa Vista, é hoje certamente o mais importante festival de música erudita do Pais, e para abrigar esse evento de renome internacional foi construído o Auditório Cláudio Santoro e junto a ele o Museu Felícia Leirner, o maior museu a céu aberto da América Latina. Devido as características climáticas e paisagem semelhantes as de várias regiões da Europa, Campos do Jordão passou a receber construções com arquitetura típica dos Alpes Suíços, não tendo recebido a esmo o apelido de "Suíça Brasileira".

Foto Auditório Cláudio SantoroDesde 1969 Campos do Jordão é palco do mais importante festival de música erudita do Brasil. Idealizado pelo Maestro Eleazar de Carvalho e priorizando a formação de músicos e regentes, o Festival vem registrando a participação dos mais importantes nomes da música do Brasil e do mundo.

O Festival assumiu, em suas últimas três edições, a posição de o mais importante da música erudita em nosso país, com público recorde em todas as suas apresentações realizadas no Auditório Cláudio Santoro, totalmente renovado, com a participação de artistas de grande expressão no cenário musical nacional e internacional, como a soprano Angela Gheorghiu e o tenor Roberto Alagna. Um festival que passou a ter custo zero para o Estado, por meio de parcerias entre o Governo do Estado de São Paulo, a Secretaria de Estado da Cultura e a iniciativa privada. O Festival desenvolve, na sua parte pedagógica, uma característica especial: reúne durante três semanas centenas de jovens instrumentistas bolsistas de todo o Brasil e da América Latina que, no decorrer, formam conjuntos de câmara e grupos instrumentais populares, e como meta final apresentam-se na Big Band e, também, formam uma grande Orquestra Sinfônica dirigida pelo Maestro Ayton Escobar. È o grande evento cultural da cidade, onde já se apresentaram inúmeros músicos de fama internacional.

O Festival de Inverno Dr. Luís Arrobas Martins, teve inicio em 24 de julho de 1970, no Palácio Boa Vista, leva este nome em homenagem ao seu criador - Dr. Luís Arrobas Martins - o então, Secretário da Fazenda do Governo Abreu Sodré e Coordenador do Grupo Executivo do Palácio Boa Vista Campos do Jordão. Com crescimento do Festival de Inverno de Campos do Jordão que acontecia no Palácio Boa Vista, desde 1970, o então governador do Estado de São Paulo, Paulo Egídio Marins, em 1975 deu início a construção do Auditório Cláudio Santoro.

Esse complexo cultural que abrange o Auditório e o Museu Felícia Lerner, foi inaugurado em 1979. O Festival denominou-se inicialmente " Primeiros Concertos de Campos do Jordão" e foi inaugurado com um recital da pianista Magdalena Tagliaferro.

Contou com a presença de autoridades , tinha a duração de uma semana.

O primeiro diretor artístico do Festival de Inverno, foi o maestro Camargo Guarnieri.

A partir de 1973, assumiu a direção do Festival o maestro Eleazar de Carvalho que enriqueceu a sua estrutura; pois além dos espetáculos, deu um caráter pedagógico ao Festival incluindo a participação de bolsistas que estudam em tempo integral com renomados professores de seus respectivos instrumentos, que acontece até hoje.

Orquestras de vários países também tocaram no Festival: Moscou, Argentina, Uruguai e inúmeros grupos de pequeno e médio porte. Os bolsistas também participam das audições, geralmente nos meios de semana, em apresentações solo ou conjunto de câmara. O Programa Oficial do Festival é geralmente anunciado em junho, no Palácio dos Bandeirantes, pelo Sr. Governador. As inscrições para bolsistas tem data e número estabelecidos por Decreto no Diário Oficial do Estado e são feitas em São Paulo.

 

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